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O desequilíbrio na relação ocorre quando há uma assimetria crônica no investimento afetivo, prático e de tempo. Isso gera exaustão, ressentimento e a sensação de invisibilidade em quem se doa em excesso. Frequentemente, essa dinâmica reflete padrões internos de insegurança ou medo do abandono, que precisam ser trabalhados para restabelecer limites saudáveis.

Você conhece essa sensação: a impressão de que você é a única pessoa “remando” o barco do relacionamento. Se você parar de propor, de cuidar, de lembrar das datas ou de iniciar as conversas difíceis, parece que tudo simplesmente afunda.

É cansativo, não é?

Muitas pessoas chegam ao consultório com uma queixa silenciosa: “Eu amo meu parceiro(a), mas estou exausta(o) de ser a única pessoa adulta da relação”. Esse desequilíbrio não é apenas um detalhe; é uma ferida emocional que, gota a gota, drena sua energia vital e sua autoestima.

Se você sente que está carregando o peso do mundo (e da sua relação) nas costas, este texto é para você. Vamos entender por que isso acontece e, o mais importante, como parar de aceitar migalhas quando você oferece um banquete.

Os sinais invisíveis de que a “balança” quebrou

Muitas vezes, quem se doa demais não percebe o padrão imediatamente porque confunde “amor” com “sacrifício”. Fomos ensinados que amar é aguentar tudo, mas isso não é verdade. Amar é uma via de mão dupla.

 Os principais sinais de desequilíbrio emocional incluem: sentir-se constantemente exausto após interações com o parceiro, ter suas necessidades ignoradas repetidamente, medo de impor limites e ser abandonado, e a sensação de ressentimento por cuidar de tudo sozinho(a) sem reconhecimento.

Identifique se você vive essas situações:

  • A iniciativa é sempre sua: Seja para planejar um encontro, resolver um conflito ou até mesmo iniciar a intimidade.

  • Você engole seus sentimentos: Você evita falar o que te incomoda para “não criar caso” e manter a paz, enquanto o outro explode livremente.

  • A matemática não fecha: Você oferece apoio emocional integral, mas quando você precisa, o outro está “ocupado demais” ou minimiza sua dor.

  • A culpa é sua companheira: Quando você decide fazer algo só por você, sente que está sendo egoísta.

    Se você marcou “sim” em dois ou mais desses pontos, respire fundo. Você não está sozinha(o) nessa, e não é culpa sua amar intensamente. Mas precisamos ajustar a direção desse amor.

    Por que eu aceito menos do que ofereço? (A raiz do problema)

    Esta é a pergunta de um milhão de dólares. Por que pessoas incríveis, inteligentes e dedicadas acabam em relações onde são subvalorizadas?

    A psicologia nos mostra que o excesso de doação raramente é sobre o outro; é quase sempre sobre nós mesmos. É um mecanismo de defesa aprendido, muitas vezes na infância.

    • Talvez você tenha aprendido que para ser amado, precisava ser “útil” ou “bonzinho(a)”.

    • Talvez você tenha um medo profundo do abandono, e se doar excessivamente é a sua forma inconsciente de se tornar “indispensável” para garantir que o outro não vá embora.

    O problema é que, ao tentar comprar amor com sacrifício, você atrai pessoas que estão dispostas a receber sem dar nada em troca. Você ensina ao outro como ele deve te tratar. E se você se trata como segunda opção, ele fará o mesmo.

     

    Como a terapia ajuda a reescrever essa história e impor limites

    Esperar que o outro “acorde” magicamente e comece a te valorizar é a receita para a frustração eterna. A mudança real só começa quando você muda a sua postura.

    E é aqui que a terapia entra. Não como um lugar para reclamar do parceiro, mas como um laboratório de fortalecimento do seu “Eu”.

    A psicoterapia auxilia no reequilíbrio das relações ao fortalecer a autoestima de quem se doa em excesso. No processo terapêutico, o paciente aprende a identificar a origem da sua necessidade de agradar, a validar suas próprias necessidades e, crucialmente, a desenvolver a coragem para estabelecer e sustentar limites saudáveis sem culpa.

    Na terapia, trabalhamos para:

    1. Desmontar a culpa: Entender que dizer “não” para o outro é dizer “sim” para a sua saúde mental.

    2. Tolerar o desconforto: Aprender a impor um limite e aguentar a ansiedade que surge quando o outro não gosta.

    3. Recalibrar o seu valor: Você não precisa “fazer por merecer” o amor. Você o merece simplesmente por existir.

    O primeiro passo para o equilíbrio é seu

    Se você está cansada(o) de sentir que sua relação é um dreno de energia em vez de uma fonte de apoio, é hora de olhar para dentro.

    Você não precisa continuar carregando esse peso sozinha(o). O espaço terapêutico é seguro, livre de julgamentos e focado em te devolver o protagonismo da sua própria vida.

    Vamos conversar?
    Agende sua sessão online e dê o primeiro passo para construir relações onde a reciprocidade é a regra, não a exceção. Clique no aqui e fale comigo no WhatsApp.